A conta raramente é salário contra mensalidade. Um gestor interno custa o salário mais encargos, ferramentas, e o tempo de aprender errando com a sua verba. Uma agência custa um valor fixo e traz repertório de outras contas, mas divide atenção. A pergunta certa não é qual é mais barato, é qual dos dois você consegue cobrar de resultado.
A conta que quase ninguém faz por inteiro
Comparar R$ 4.000 de salário com R$ 1.297 de gestão parece decidir a discussão, e está incompleto dos dois lados.
Do lado interno, além do salário entram encargos e benefícios, que somam uma parcela relevante ao custo mensal, e ainda ferramentas, tempo de quem vai gerenciar essa pessoa e o custo de recrutar. Some também o item invisível: enquanto o profissional aprende a sua operação, ele aprende gastando a sua verba de anúncio.
Do lado da agência, o custo aparente é só a mensalidade, mas existe o custo de coordenação: alguém do seu lado precisa responder rápido, aprovar criativo e trazer o dado de venda que a plataforma não enxerga. Agência sem interlocutor do outro lado entrega relatório bonito e resultado morno.
Onde cada modelo ganha
| Equipe interna | Agência |
|---|---|
| Conhece o produto por dentro | Traz padrão de várias contas do mesmo tipo |
| Disponível o dia inteiro para você | Custo fixo previsível, sem encargo |
| Aprende com uma conta só | Erra menos porque já viu o erro em outra conta |
| Se sair, o conhecimento sai junto | Continuidade não depende de uma pessoa |
| Escala exige contratar de novo | Escala não muda a estrutura |
A terceira linha é a que mais pesa em negócio local. Custo por resultado varia muito por segmento, e quem só opera uma conta não tem parâmetro para saber se o número está bom ou ruim.
Ter parâmetro é o que evita decisão errada
Estes são custos por resultado medidos em contas que operamos:
Salão e barbearia, R$ 5,48 por conversa iniciada no WhatsApp. Lançamento imobiliário, R$ 5,82 por cadastro em formulário. Pizzaria em unidade madura, R$ 6,08 por pedido registrado pelo pixel. Hamburgueria, R$ 9,34 por pedido. Pizzaria em unidade nova, R$ 12,04 por pedido. Petshop e veterinária, R$ 12,17 por conversa. Fotografia de casamento, R$ 14,12 por conversa.
Repare na distância entre as duas unidades da mesma pizzaria. Sem parâmetro, o dono da unidade nova conclui que o gestor é ruim, quando a diferença está no raio de entrega e na concorrência do bairro. Com parâmetro, a conversa vira outra: o que muda entre as duas praças e o que dá para atacar.
O modelo que costuma ganhar dos dois
Na prática, o arranjo mais eficiente em negócio pequeno e médio não é escolher um lado. É ter alguém interno responsável pelo atendimento e pela venda, e a mídia operada por quem faz isso o dia inteiro em várias contas.
Isso separa as duas metades do resultado. Tráfego entrega demanda; a venda continua sendo sua. Feito 100% do lado da mídia, isso é 50% do resultado, porque o outro lado é oferta, preço, atendimento e o que acontece depois que o contato chega. Contratar um gestor interno para consertar um problema que é de atendimento é o erro mais caro dessa decisão.
Quando contratar interno realmente faz sentido
Quando a verba mensal é grande o suficiente para que um ponto percentual de eficiência pague o salário. Quando o produto é complexo e exige alguém dentro da operação todos os dias. Quando existe volume de criativo que precisa ser produzido internamente. E quando já existe alguém capaz de avaliar o trabalho dessa pessoa, porque contratar especialista sem ter como julgar o resultado costuma terminar em painel bonito e caixa parado.
A pergunta que resolve a dúvida em cinco minutos
Responda com sinceridade: você saberia avaliar o trabalho dessa pessoa?
Se a resposta for sim, contratar interno é uma opção real, porque você consegue cobrar e corrigir. Se for não, você está prestes a contratar um especialista sem ter como julgar o que ele entrega, e esse arranjo costuma terminar em painel bonito com caixa parado, tanto com interno quanto com agência.
A segunda pergunta é de conta: um ponto percentual de eficiência na sua verba mensal paga o salário? Se não paga, o interno está caro para o tamanho da operação.
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Perguntas frequentes
E se eu contratar um freelancer em vez dos dois?
É uma opção de custo menor e risco maior. Freelancer costuma cobrar por conta e não por dedicação, então a atenção que você recebe depende de quantos clientes ele tem naquele mês. Funciona bem para verba pequena e operação simples; costuma travar quando a conta cresce e passa a exigir resposta no mesmo dia.
A agência vai me deixar refém da conta de anúncios?
Não deveria, e isso é verificável antes de assinar. A conta de anúncios e o pixel precisam estar no nome da sua empresa, com a agência tendo acesso, e não o contrário. Se sair, você continua dono do histórico. Quando a conta está no nome da agência, você perde o aprendizado acumulado ao trocar de fornecedor.
Quanto tempo até dar para comparar os dois modelos?
Os primeiros 45 dias são de construção em qualquer um dos dois: medição estruturada, dado limpo para o algoritmo e teste de oferta, público e criativo. Comparar antes disso é comparar duas fases de aprendizado. A leitura confiável vem depois, e é por isso que trocar de fornecedor a cada dois meses mantém a conta permanentemente no começo.
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